Tornou-se leve, como a brisa.
Perfumou as flores que quase ressurgiam, por força da Primavera e orvalhou, em lágrimas de amanhecer e entardecer, as suas pétalas com a candura que só a esperança sabia plantar, no coração.
Percorreu suavemente os imponentes contornos da montanha, como que subtis beijos deixados em baile de estrelas, a cantar.
E a montanha, tão forte, quase estremeceu em murmúrio de paixão.
Secretamente a chamou de brisa, seu amor...Mas ela não escutou, não podia, se não era explícito. Em desalento de espera, refugiou-se no mar e entoava a música do mergulho.
Permanecia, só, como sempre fora. Uma alma peregrina e errante, paciente também.


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